Visão geral
O Simples Nacional é um regime tributário que unifica impostos conforme a Lei Complementar nº 123, porém no sistema exige configuração correta de parâmetros fiscais, regras tributárias e cadastros para funcionamento adequado.
Quem pode optar pelo Simples Nacional?
Empresas que se enquadram como:
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ME (Microempresa) → faturamento até R$ 360.000/ano;
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EPP (Empresa de Pequeno Porte) → faturamento até R$ 4.800.000/ano.
Principais impostos incluídos
No Simples Nacional, os impostos são pagos de forma unificada:
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ICMS;
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ISS;
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PIS ;
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COFINS;
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IRPJ;
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CSLL;
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CPP (INSS patronal).
Como funciona o cálculo?
O cálculo é feito com base em:
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Faturamento acumulado dos últimos 12 meses (RBT12);
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Anexo da atividade;
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Faixa de faturamento;
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Alíquota efetiva.
Fórmula da alíquota efetiva:
Alíquota efetiva = (RBT12×Alíquota − Parcelaadeduzir) / RBT12
Anexos do Simples Nacional
O regime possui tabelas chamadas de anexos:
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Anexo I → Comércio;
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Anexo II → Indústria;
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Anexo III → Serviços (ex: academias, clínicas);
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Anexo IV → Serviços com INSS separado (ex: construção civil);
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Anexo V → Serviços específicos (ex: tecnologia, consultoria).
Vantagens do Simples Nacional
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Menor carga tributária (em muitos casos);
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Pagamento unificado (DAS);
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Menos burocracia;
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Facilidade na gestão fiscal.
Desvantagens / Pontos de atenção
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Limite de faturamento;
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Algumas atividades não podem optar;
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Pode ser menos vantajoso dependendo da margem de lucro;
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Substituição tributária pode impactar custos.
1. Configuração da Empresa
No cadastro da empresa:
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Regime Tributário (CRT): 1 – Simples Nacional
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Validar:
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CNPJ;
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Inscrição Estadual;
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CNAE compatível com o regime.
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⚠️ Erros nessa etapa impactam diretamente a emissão de NF-e.
2. Regras Fiscais (Ponto crítico)
Empresas do Simples NÃO utilizam CST de ICMS, e sim:
➡️ CSOSN (Código de Situação da Operação no Simples Nacional)
Principais CSOSN:
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101 – Tributada com crédito;
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102 – Tributada sem crédito;
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103 – Isenção;
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300 – Imune;
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400 – Não tributada;
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500 – ICMS ST;
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900 – Outros.
⚠️ Erro comum:
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Utilizar CST (00, 20, 60…) em empresa do Simples → pode gerar rejeição.
3. CFOP (Natureza da operação)
Validar sempre:
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CFOP correto (interno/interestadual);
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Natureza da operação preenchida (natOp).
⚠️ Problemas comuns:
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natOp vazio → rejeição;
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CFOP inexistente → erro na SEFAZ;
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CFOP incompatível com a operação.
4. Substituição Tributária (ICMS-ST)
Mesmo no Simples:
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Pode comprar com ST;
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Pode vender com ST.
Atenção:
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ICMS-ST não entra no DAS (
O DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) é uma guia única de pagamento mensal que unifica até oito tributos federais, estaduais e municipais para micro e pequenas empresas e MEIs. Ele simplifica a burocracia, pois substitui diversos boletos por um único documento, com vencimento todo dia 20.Principais detalhes sobre o DAS Simples Nacional:- O que contém: O DAS reúne impostos como IRPJ, CSLL, PIS/Pasep, Cofins, IPI, ICMS, ISS e CPP (contribuição previdenciária patronal).
- Quem utiliza: Empresas optantes pelo regime do Simples Nacional com faturamento de até R$ 4,8 milhões anuais, incluindo Microempreendedores Individuais (MEI).
- Vantagens:
Redução da burocracia, facilidade no pagamento e, em muitos casos, carga tributária menor.
Emissão: O boleto é gerado mensalmente, geralmente através do Portal do Simples Nacional ou pelo app MEI.Pagamento: Pode ser pago via PIX, débito automático ou agência bancária.O DAS é essencial para manter a regularidade do CNPJ e garantir o cumprimento das obrigações fiscais de forma desburocratizada, de acordo com o Portal do Simples Nacional). -
Deve estar configurado na regra fiscal corretamente.
⚠️ Validar:
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CFOP de ST (ex: 5405, 6405, etc.);
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CSOSN 500 quando aplicável.
5. Cálculo de tributos no sistema
O sistema depende de:
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Regra fiscal vinculada ao produto;
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CFOP da operação;
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Origem/destino (UF).
⚠️ Problemas comuns:
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Imposto zerado indevidamente;
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Cálculo divergente da contabilidade;
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Regra fiscal incorreta ou não vinculada.
6. Emissão de NF-e
Validar antes de transmitir:
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CFOP correto;
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CSOSN correto;
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Natureza da operação preenchida;
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Dados do destinatário;
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NCM vinculado ao produto.
⚠️ Rejeições comuns:
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CSOSN inválido;
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natOp vazio;
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NCM inexistente;
-
CFOP incompatível.
7. Parâmetros que impactam diretamente
Verificar no sistema:
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Parâmetros de cálculo de tributos;
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Parâmetro de utilização de regra fiscal;
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Parâmetros de geração de impostos na NF.
⚠️ Alterações nesses parâmetros podem:
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Ocultar campos;
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Alterar cálculos;
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Impedir geração de tributos.
8. Cadastro de Produtos
Cada produto deve possuir:
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NCM válido;
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Regra fiscal vinculada;
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Origem do produto;
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Tributação correta (Simples).
⚠️ Problemas comuns:
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Produto sem NCM;
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Produto sem regra fiscal;
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Tributação incorreta para Simples.
9. Diferença prática (Suporte)
| Situação | Simples Nacional |
|---|---|
| Código de imposto | CSOSN |
| Guia de pagamento | DAS |
| ICMS-ST | Fora do DAS |
| Regra fiscal | Obrigatória |
10. Checklist rápido para suporte
Antes de escalar ou analisar erro:
✔ Empresa está como Simples (CRT = 1)?
✔ Produto possui NCM?
✔ Regra fiscal está vinculada?
✔ CFOP está correto?
✔ CSOSN está correto?
✔ Natureza da operação está preenchida?
✔ Existe ST na operação?
11. Quando envolver a contabilidade
Encaminhar para contábil quando:
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Dúvida sobre CSOSN correto;
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Definição de CFOP;
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Aplicação de ST;
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Divergência de cálculo tributário.
12. Observações finais
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O sistema não define regra fiscal automaticamente;
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Toda tributação depende de configuração correta;
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O Simples não elimina regras fiscais — apenas simplifica o recolhimento.
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A escolha do regime deve ser feita com contador
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O enquadramento impacta diretamente:
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Preço de venda;
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Margem de lucro;
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Competitividade.
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Conclusão
Para suporte, o Simples Nacional exige foco em:
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Regra fiscal;
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CSOSN;
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CFOP;
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Cadastro correto.
A maioria dos erros está relacionada a:
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Configuração incorreta;
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Cadastro incompleto;
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Parâmetros indevidos.